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日志


11月28日

Mais um passo da nova coletânea conquistando espaços importantes, graças ao empenho de seus organizadores e escritores

Nova Coletânea traz a(s)OBRA(s) de (MARIANO P.SOUSA) às páginas 29 E 61 de sua 5ª Antologia Literária

Uma grande aventura literária se inicia agora em nosso país e, por que não dizer, pelo mundo. Um grupo descolado de autores que acreditam no seu potencial resolveu vir à tona e ocupar o espaço que lhe é devido.
De diversas regiões do país, incluindo países da Europa, Asia, África, América Latina e América do Norte, escritores de contos, crônicas e poemas mostram a que  vieram, publicando em conjunto um livro que vai dar o que falar:

Livre Pensar Literário


Já pensou por um momento em ser livre para falar e mostrar o que pensa sobre a vida ao mundo, por meio da palavra impressa e eternizar esse pensamento para que futuras gerações saibam a sua versão da história.
Pois bem, como o jovem escritor Kesso (Auricélio) de Fortaleza bem explica em seu poema "Palavras" se soubéssemos a importância dela, pensaríamos bem, muito bem antes de falar algo.

A antologia é um marco nas ações do Projeto Nova Coletânea e produzirá sua 5ª edição, ultrapassando o número anterior de 118 autores e 170 OBRAS publicadas, além de chegar a mais três continentes.

Nesta antologia chegaremos através de nossas páginas a:

América do Sul - América Latina - América do Norte (novo) -  Europa - Ásia (novo) - África (novo)

Em vários países:

Argentina - Brasil - Espanha - Japão - México - Moçambique

Alcançaremos novos Estados brasileiros:

Paraná - Paraíba - Ceará - Santa Catarina

Homenagearemos uma brilhante autora mineira:

CIRENE FERREIRA ALVES

(Academia de Letras de Viçosa)

MARIANO P. SOUSA

REPRESENTANTE DO ESTADO DE SÃO PAULO

Minhas OBRAS na antologia são :( SABRINA TENTANDO SOBREVIVER)  E                      (A CAMINHADA INTERROMPIDA)



Os autores selecionados para a antologia são:
01 Crepe da China – Cirene Ferreira Alves
02 Poderosos Palradores – Constança Chaves
03 Avesso – Rozimar Gomes
04 O Poder de Ouvir – Flávia Simplicio
05 Alma em Vitral - Maria Geilza
06 Pensamento à toa - Júlio de Castro Paixão
07 Tereza - Cirene Ferreira Alves
08 Cidade de Pedras - Íris Maikon
09 Verso Calado - Soninha Porto
10 A Lógica da Plataforma Eleitoral - Fernando Soares Campos
11 A Geografia da Língua Portuguesa - Neri França
12 Desde os Idos da Torre de Babel - J. Levy
13 A Lenda do Olho D'água - Júnior Fonseca
14 Tristeza & Borboleta - Marla Rebel
15 Abandonada - Suely Ribella Lima
16 Procuras - Soninha Porto
17 Minicontos à beira-mar - Wilson Gorj
18 Se Eu Fosse e Pudesse - Rozimar Gomes
19 Cuida-te de Ti - Íris Maikon
20 A Gaveta Assassina – Aristides Ferreira Filho
21 Misteriosa Arte - Ângelo José de Carvalho
22 Crucificado - Dora Dimolitsas
23 A Prostituta - Cilla Adriana Alves
24 Visitinhas de Dona Zefa - Maria Angélica
25 Palavras - Auricélio Silvestre dos Santos
26 Tau - Júnior Fonseca
27 Arte de Viver - Flávia Simplicio
28 Celebração - Suely Ribella Lima
29 Sabrina Tentando Sobreviver - Mariano P. Sousa
30 Purpurina - Carla Ivana
31 Mentiras - Suely Ribella Lima
32 Dor de Amor - Renata Ragagnin
33 Para um Mundo Melhor - Flávia Simplicio
34 Filha da Lua - Ivaneti Nogueira
35 Espelho de Riacho - Júnior Fonseca
36 O Baú das Canções Celestinas - Edir Resende
37 Um Dia na Roça - Ângela Togueiro
38 Velho Jornal de Amanhã - Herbert Sena Silva
39 Lembranças dos Solitários Sonhos Póstumos - Íris Maikon
40 Minicontos à beira-rio - Wilson Gorj
41 Saudades de Minha Casa - Íris Maikon
42 Razão - Flávia Simplicio
43 Menino Aquário - Juan Guinot
44 Tempo - Maria Geilza
45 O Catador - Roberto Siuves
46 O Boi, a Estrada e o Berrante Bravo - José Mauro
47 Quando Você se Foi - Íris Maikon
48 A Caminho do Martírio - Samuel C. Costa
49 A Natureza - Júlia de Freitas
50 Amor Sincero - Osvaldo Lima da Silva
51 Enquanto a Luz se Vai Acesa... - Iasmine Zaidan
52 Saudades do Pai Amado - José Mauro
53 Beco sem Saída - Adérito Mazive
54 O Menino do Futuro - Dhiego José Caetano
55 Seja como for - Flávia Simplicio
56 O Encontro - Heraldo Jannotti
57 A Química em Minha Vida – Josimar Santos
58 O Dono da Clepsidra - Juan Guinot
59 Contrato do Relacionamento Perfeito – Marla Rebel
60 Niñez Mancillada - (Zeltia Gaias) Sandra Rey Mosteiro
61 A Caminhada Interrompida - Mariano P. Sousa
62 Estella - Diana Rios
63 Mktlove - Juan Guinot
64 Eu, Navegante - Valdeck Almeida de Jesus
65 Senhora - Carlos Conrado
66 Introduction of Maya's Universe - Maya Murofushi
67 Eu Vi – Bruno Resende Ramos
68 Sustentabilidade - Bruno Resende Ramos
7月8日

Rumo

Queria ter
o poder do silêncio,
pra chamar atenção
da importância do sossego.
Viver num campestre,
apreciar o sereno,
não pensar pequeno
nem pedir arrego.

Ver o raiar do dia,
com a mente despida,
sentindo fluir a vida
como o eco de um som suave.
Pesar a cruz e a experiência,
dividir entre algo mais.
Nunca deixando pra trás,
artifícios que nos salve.

Derreter o gelo da alma,
pra hidratar quem me rodeia.
Alimentar o sub-consciente
com informação, rica e boa.
Definir os rumos da estrada,
levando em conta os semelhantes.
Nunca voltando ao antes,
nota leve que aos ouvidos soa.

Arquitetar os meus sonhos,
com uma densidade máxima,
objetivar cada etapa ,
alcançando e ampliando.
Agregar amor à natureza,
águas límpidas e rios.
Armar as redes pros amigos,
nunca deixar sem abrigos,
quem estes está buscando.

Mariano P. Sousa

6月8日

Nosso rumo é perfeito

Nosso rumo é perfeito

 

 

 

Doce é estar com você

e sentir o gosto o prazer,

olhar nos teus olhos e ver o infinito.

Viver esse ritual,

num amor a florescer.

 

Mel é sentir teu coração,

é tocar tua mão,

é te ver feliz.

Bom, é viver teu apego,

fazer um chamego,

sentir o teu cheiro.

 

Delícia é quando tu véns,

e a gente se tem,

no amor, amar.

Fazendo da vida um jardim,

do momento um sem fim,

um céu a brilhar.

 

Contigo não tem fim da estrada,

limite do nada,

nosso rumo é perfeito.

Na colheita do que plantamos,

harmonia, chamamos,

para o nosso leito.


Mariano P. Sousa

 

 

 

4月24日

Reciclando o meu EU

Reciclando o meu EU




Estou voltando pra mim,

buscando o meu eu.

Revelando minhas certezas,

no centro do meu universo,

relembrando pequenas coisas

mas, que pra mim representam tanto...

Higienizando meu subconsciente,

identificando os arquivos

pra fácil localização.

 

Um amigo, uma história, uma data,

uma ocasião, um lugar, saudades...

Marcas lá no núcleo do coração.

Aquele sorriso, aquele adeus, aquela chegada...

 

Reorganizando, posso saber: porque chegou,

Porque partiu, porque sorriu, porque lançou aquele olhar...?

 

Assim surgiram tantos arquivos que devem ser,

 identificados organizados.

Para que o espaço em mim, esteja apto a receber e agregar:

novos amigos, conhecimento, sentimentos e

tudo que faz meu eu vivo.



Mariano P. Sousa

 

 

 

 

 

2月17日

Entre as flores

Entre as flores

 

O teu beijo é doce, favo mel,

adoçando o fundo do meu ser

Viajei e parei no teu céu,

despertando na vida o querer.

 

Teu olhar me atrai, é um espelho,

sou feliz se estou perto assim...

ter você é melhor que conselho,

amo ter você perto de mim.

 

Entre as flores que eu escolhi,

teu perfume me deu mais sentido

pra viver o amor que vivi.

 

Enfeita o jardim do meu sonho,

dá vida ao meu sentimento

então, meu amor te proponho.


Mariano P. Sousa

 

 

 

 

11月22日

Apreciar esses Deuses

Apreciar esses Deuses



Mansa,  atraente, fascinante

assim  é a aurora que nos trás agora,

o que deixamos na infância,

sim, ela também é criança,

pois brinca em cima do mar,

da relva e da cachoeira,

nos trazendo a costumeira

vontade de se banhar.

 

Debruçado na janela da montanha,

mostrando os seus sílios,

que são raios à brilhar.

Vem vindo o sol

piscando para o sereno,

trazendo um novo dia

paras flores a desabrochar.

 

Quantos desejos,

nos trazem uma nascente,

uma gota de orvalho,

um pássaro a gorjear.

Ao amanhecer,

o canto da natureza,

chega trazendo a certeza

que devemos apreciar.

 

Cultivar as grandezas

que a natureza nos dá,

sem nada cobrar em troca,

     apenas não destruí-la,          

e sim manter-la preservada

pra outra geração lhe amar.

 


 Mariano P. Sousa

 

4月20日

Musicando palávras

Musicando palavra

 

 

 

Hoje acordei com a palavra,

querendo sair da boca.

Com o coração batucando,

compondo uma linda melodia.

 

   A palavra que queria soar,

                    vinha com som íntimo agradável.                 

O coração enviava para meus lábios,

aquela pronúncia suave de quem deseja:

um apego, um elo, um caminhar juntos.

Olhando na mesma direção,

em que encadeia a melodia.

 

Fraseando comprometimento, harpejando

frases melodicamente fiéis, compassando

entendimento, cadenciando em direção a

um horizonte de perto, orquestrado pelo

maestro da palavra, do hoje, do amanhã.

 

Outras palavras serão pronunciadas,

 por outras bocas que certamente irão

provocar: anseio vontade excitação...

Satisfação em ligaduras de sentimento

e trarão harmonia entre palavras:

dançáveis, cantáveis, tocáveis.

Assim a palavra é regida para que

 se possa cantar a vida.

 

 

 Mariano P. Sousa

3月8日

Poderosa

 Poderosa

 

 

Você que é responsável pela guarda de um ser humano por nove meses alimentando-o com riquíssimos nutrientes e depois de mostrar o mundo a este ser, continua seguindo seus passos dando-lhe apoio, carinho, amor, compreensão, e mesmo depois de criado este ser, quando está sentindo qualquer dificuldade recorre a você pois sabe que tens sempre uma solução. Você que cuida da casa, das compras, mantém as roupas limpas, se preocupa quando um filho, o marido ainda não chegou, está sempre num pé e noutro olhando pela janela, está no telefone, ligando pra saber onde eles estão.

Você que a cada dia vem ocupando o espaço que sempre foi seu mais não era reconhecido nem respeitado, hoje eis encontrada desempenhando funções em: posto de gasolina, direção de ônibus, cargos executivos de  pequenas, médias e grandes empresas, mesmo sofrendo em muitas vezes, assédio sexual e perseguição.  Hoje você já ocupa o seu espaço também na  política como importantes parlamentares eleitas pelo voto, isso nos faz perceber que o preconceito e discriminação aos poucos vai dando lugar a credibilidade conquistada através  da competência.

Mulher da lavoura que pega no cabo da enxada, da estrovenga, da foice, do facão, que no semi-árido do nordeste carrega lata d’ água na cabeça, sobe e desce ladeiras, com as mãos na cintura e cantando lindas cantigas.

Eis tão forte, tão resistente, quanto o mandacaru.

Mulher! Você que apesar de tantas atribuições, como rainha do lar, muitas vezes ainda tem que trabalhar fora para completar a renda ou mesmo sustentar a família.   Eis uma legitima guerreira, estais sempre conquistando território e vencendo batalhas, sempre serás símbolo de amor, sensibilidade, percepção, coragem, persistência e vitória.

 

 

Mariano P. Sousa

 

2月3日

Ainda é tempo

Ainda é tempo

 

Oh! Mamãe.

Procurei no seu riacho,

cardumes a passar

e não vi mais nada.

Onde está

aquela flor que perfume exalava,

a abelha quer mantimento

pra sua jornada.

 

O sol poente,

que mostrava o anoitecer,

esconde-se na fumaça,

no horizonte.

Seus raios tão tristes,

caídos sobre o mar,

procuram disfarçar-se,

atrás dos montes.

 

Fora da visão,

oceano de água azul,

por perto os seus peixes,

nadando ao lixo.

O senhor,

que cuidava dessa beleza,

parece que deixou tudo

ao nosso capricho.

 

Os seus rios, pastos, montes e matos,

bebem água contaminada

que vem do espaço.

Parece que tudo,

caiu no esquecimento

e o planeta azul,

virará bagaço.

 

Mariano P. Sousa

12月5日

Convenção dos feridos por amor

Convenção dos feridos por amor

 
 

Disposições gerais:

A - Em se considerando que está absolutamente correto o ditado “tudo vale no amor e na guerra”;

B – Em se considerando que na guerra temos a Convenção de Genebra, adotada em 22 de agosto de 1864, determinando como os feridos em campo de batalha devem ser tratados, ao passo que nenhuma convenção foi promulgada até hoje com relação aos feridos de amor, que são em muito maior número;

Fica decretado que:

Art. 1 – todos os amantes, de qualquer sexo, ficam alertados que o amor, além de ser uma benção, é algo também extremamente perigoso, imprevisível, capaz de acarretar danos sérios. Conseqüentemente, quem se propõe a amar, deve saber que está expondo seu corpo e sua alma a vários tipos de ferimentos, e não poderá culpar seu parceiro em nenhum momento, já que o risco é o mesmo para ambos.

Art. 2 – Uma vez sendo atingido por uma flecha perdida do arco de Cupido, deve em seguida solicitar ao arqueiro que atire a mesma flecha na direção contrária, de modo a não se submeter ao ferimento conhecido como “amor não correspondido”. Caso Cupido recuse tal gesto, a Convenção ora sendo promulgada exige do ferido que imediatamente retire a flecha do seu coração e a jogue no lixo. Para conseguir tal feito, deve evitar telefonemas, mensagens por internet, remessa de flores que terminam sendo devolvidas, ou todo ou qualquer meio de sedução, já que os mesmos podem dar resultados a curto prazo, mas sempre terminam dando errado com o passar do tempo. A Convenção decreta que o ferido deve imediatamente procurar a companhia de outras pessoas, tentando controlar o pensamento obsessivo “vale a pena lutar por esta pessoa”.!

Art. 3 – Caso o ferimento venha de terceiros, ou seja, o ser amado interessou-se por alguém que não estava no roteiro previamente estabelecido, fica expressamente proibida a vingança. Neste caso, é permitido o uso de lágrimas até que os olhos sequem, alguns socos na parede ou no travesseiro, conversas com amigos onde pode-se insultar o antigo(a) companheiro(a), alegar sua completa falta de gosto, mas sem difamar sua honra. A Convenção determina que seja também aplicada a regra do Art. 2: procurar a companhia de outras pessoas, preferivelmente em lugares diferentes dos freqüentados pela outra parte.

Art. 4 – Em ferimentos leves, aqui classificados como pequenas traições, paixões fulminantes que não duram muito, desinteresse sexual passageiro, deve-se aplicar com generosidade e rapidez o medicamento chamado Perdão. Uma vez este medicamento aplicado, não se deve voltar atrás uma só vez, e o tema precisa estar completamente esquecido, jamais sendo utilizado como argumento em uma briga ou em um momento de ódio.

Art. 5 – Em todos os ferimentos definitivos, também chamados “rupturas”, o único medicamento capaz de fazer efeito chama-se Tempo. Não adianta procurar consolo em cartomantes (que sempre dizem que o amor perdido irá voltar), livros românticos (cujo final é sempre feliz), novelas de TV ou coisas do gênero. Deve-se sofrer com intensidade, evitando-se por completo drogas, calmantes, orações para santos. Álcool só é tolerado em um máximo de dois copos de vinho por dia.

Determinação final: os feridos por amor, ao contrário dos feridos em conflitos armados, não são vítimas nem algozes. Escolheram algo que faz parte da vida, e assim devem encarar a agonia e o êxtase de sua escolha.

E os que jamais foram feridos por amor, não poderão nunca dizer: “vivi”.Porque não viveram.

 

Paulo Coelho

11月6日

Estou aprendendo

Estou aprendendo

 

 

Estou aprendendo à amar

como uma criança

                                                                                aprende as cores,                         

vou vendo

em pequenos gestos,

despercebidos    

aromas e flores,

 

Estou aprendendo

que o amor se vive,

em qualquer lugar,

extremos da vida,

chegada ou despedida

pode se amar.

 

Estou aprendendo à amar,

num olhar triste,

nas mãos frias à tremer

na palavra que não saiu,

mas se ouviu

o que queria dizer.

 

Estou à perceber

num frio de saudade,

num calor de paixão

estou aprendendo à ver,

que os olhos falam

pelo coração.

 

Mariano P. Sousa

9月13日

O bom combate

O Bom Combate

O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre e Ágape não penetra nela. Ágape é o amor universal, aquele que é maior e mais importante do que “gostar” de alguém. Em seu famoso sermão sobre os sonhos, Martin Luther King lembra o fato de que Jesus nos pediu para amar nossos inimigos, e não para gostar deles. Este amor maior é o que nos dá impulso para continuar lutando apesar de tudo, manter a fé, a alegria, e combater o Bom Combate.

O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede. Nas épocas heróicas, quando apóstolos saíam pelo mundo pregando o evangelho, ou no tempo dos cavaleiros andantes, isto era mais fácil: havia muita terra por onde caminhar, e muita coisa para fazer. Hoje em dia, porém, o mundo mudou, e o Bom Combate foi transportado dos campos de batalha para dentro de nós mesmos.

O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos. Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor – na juventude – nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço, terminamos aprendendo a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate.

O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.

O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-dia e ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.

Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos “maduros”, deixamos de lado as “fantasias da infância”, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Ficamos surpresos quando alguém de nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate.

Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um período de tranqüilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate – a decepção e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo.

Portanto, para evitar isso, vamos encarar a vida com a reverência do mistério e a alegria da aventura.

Aprendendo com as coisas simples

No Bragavad-Gita, o guerreiro Arjuna pergunta ao Senhor Ilumi­nado:

"Quem és?"

Ao invés de responder "sou isso", Khrisna começa a falar das pequenas e grandes coisas do mundo - e dizer que ele está ali. Arjuna passa a ver a face de Deus em tudo que o cerca.

Entretanto, embora criados a imagem e semelhança do Altíssimo, passamos a vida inteira tentando nos fechar num bloco de coerências, certezas, opiniões. Não entendemos que estamos nas flores, nas montanhas, nas coisas que vemos em nosso caminho diário até o trabalho. Raramente pensamos que viemos de um mistério - o nascimento - e caminhamos para outro mistério - a morte.

Se refletirmos sobre isso, se entendermos que a presença Divina e a sabedoria universal estão em tudo que nos cerca, teremos muito mais liberdade em nossas ações. A seguir, algumas histórias a respeito:

O filósofo e o barqueiro

A tradição sufi conta a história de um filósofo que cruzava um rio em um barco. Durante a travessia, procurava mostrar sua sabedoria ao barqueiro.

- Você não sabe a grande contribuição que Shopenhauer legou à humanidade?

- Não - respondeu o barqueiro. - Mas conheço Deus, o rio, e a sabedoria simples do meu povo.

- Pois saiba que perdeu metade de sua vida!

No meio do rio, o barco bateu numa pedra, e naufragou. O bar­queiro nadava para uma das margens, quando viu o filósofo se afo­gando.

- Não sei nadar! - gritava desesperado. - Eu lhe disse que havia perdido metade de sua vida por não conhecer Shopenhauer, e agora perco a minha vida inteira por não saber algo tão simples!

Shopenhauer, enquanto isso...

O filósofo alemão Shopenhauer (1788-1860) caminhava por uma rua de Dresden, procurando respostas para questões que o angustia­vam. De repente, viu um jardim, e resolveu ficar horas seguidas contemplando as flores.

Um dos vizinhos notou o comportamento estranho daquele homem, e foi procurar um policial. Minutos depois, um policial se aproximava.

- Quem é o senhor? - perguntou o policial, com voz dura.

Shopenhauer olhou de alto a baixo o homem a sua frente.

- É isso que estou querendo saber enquanto olho as flores. Se o senhor souber responder esta pergunta, eu lhe serei eternamente grato.

E enquanto caminha…

Enquanto passeava por um campo, um homem viu um espantalho.

- Deves estar cansado de permanecer aí, neste campo solitário, sem nada para fazer – comentou.

O espantalho respondeu:

- O prazer de afastar o perigo é muito grande, e eu jamais me canso de fazer isto.

- Sim, eu também tenho agido desta maneira, com bons resultados – concordou o homem.

- Mas só vivem espantando as coisas aqueles que estão cheios de palha por dentro – disse o espantalho.

O homem demorou uns anos para entender a resposta: o que tem carne e sangue em seu corpo precisa aceitar algumas coisas que não estava esperando. Mas quem não tem nada dentro, vive afastando tudo que se aproxima - e nem mesmo as bênçãos de Deus conseguem chegar perto.

Paulo Coelho

 
 
8月27日

Passageiro do oitavo expresso

                            Passageiro do oitavo expresso

 


Viva o rico riso que brilha em teu rosto,

a vida é digna deste alegre riso

viveste o passado em busca do presente,

Sabes que a vida não é um paraíso.

 

Habitou no sertão, cultivou amizades,

viveu o pesadelo das cidades grandes,

lembra-te de Ângela beleza singela,

é no verdes mares que a beleza expande.

 

Leu dezenas de livros procurando respostas

descobrindo sempre o que queria,

na sua bagagem há conhecimentos,

que revela espanto no seu dia-a-dia.

 

Mãos experientes

longos cabelos

olha pro futuro

e ver um pesadelo.

 

Acredita mas com exceção

pois aprendeu muito

na sua lição.

 

vai fugindo das coisas que não tem sentido

mesmo assim sabendo que vai muito além.

Os amigos passados visitam seus sonhos,

ouvem seus relatos e dizem amém.

 

Quem te conhece sabe muito bem

que você fala a verdade e diz o que sente,

mesmo que cause um Deus nos acudam

derrubando o castelo de muita gente.

 

A sua palavra é de sabedoria

pois compõe o justo e a realidade,

resplandece a alma de uma poesia,

lapidando anseios da sociedade.

 

Agora que és o Rei saúdo o teu nome

mestre Raul, nada mudou.

A rapaziada  é inteligente

 mais ainda prefiro o teu valor.

 

Mãos experientes

longos cabelos,

olha pro futuro

o ver um pesadelo.

 

Acredita Mas com exceção,

pois aprendeu muito

na sua lição.

 

Vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar

 

 

 

 

 

Mariano P.Sousa

8月19日

Azul

Azul

 

Hei!

você de azul,

de  olhos azuis

da  cor do mar

 

                                                                           Vem

brilhar no meu céu,

transformar em mel

o meu sanborá.

 

Teu encanto é como cachoeira,

você é faceira

como a lua e o luar.

Felicidade,

Que eu quero ter

vem me oferecer

o seu lindo olhar.

 

É nas ondas

dos seus cabelos,

que eu vejo mais cedo,

caminho infinito.

fascinante esse jeito de andar

afasta o medo, revela esse mito.

 

Brilhante

brilha num sorriso

sabendo que é preciso,

apreciar.

esse corpo lindo,

macio e sereno

me dá teu veneno,

vem me amar.

 

Mas se quero brilhar com você,

és um grão de areia

e não sou o seu mar.

Mas se quero contigo ficar,

me deixas sozinho à sonhar.

 

 

Mariano P. Sousa 

7月9日

Por fora é gente

 

Por fora é gente

 
 

Falar é fácil,

palavras saem

ninguém impede,

amar, amor

mentiras caem,

a mente fede.

 

Sabor azedo

de um coração

que manda na boca,

a emoção

é pirata,

perigosa e louca.

 

Olhe no espelho,

encare você

sem receio,

é fácil ser falsa

só vai doer,

no coração alheio.

 

ser tão atriz,

fazer infeliz

ah?!....

prossiga assim

o tempo é quem diz

e não vai tardar.

 

Não faça nada,

pra amenizar,

nem acolha culpa.

seu coração

pode se curar

e pedir desculpa.

 

Quem te ver

não sabe quem mora

dentro de você,

por fora é gente

por dentro não sei,

como descrever.

 

Só sei que o disfarce

é tudo que impera,

em sua pessoa

mantenha distância,

ninguém tolera,

és uma furada canoa.

 


 

 Mariano P. Sousa

6月21日

Almas perfumadas

Almas Perfumadas

 

 

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que
a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas
que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume
que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.

 

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 
6月13日

Como viver um grande amor?

 

Como Viver um Grande Amor


Seria possível elaborar uma receita de como viver um grande amor?
Um dia, o Poetinha Vinícius conseguiu fazê-la a seu modo - divino modo!...
Mas está em cada um de nós o cerne de como verdadeiramente viver um grande amor.
Para os românticos, viver um grande amor significa estabelecer uma cumplicidade mútua e irrestrita, baseada na confiança, na paixão, na troca, na esperança, na capacidade de doar-se incondicionalmente.
Significa, além de olhar um nos olhos do outro, olhar juntos na mesma direção.
Não estabelecer limites. Em matéria de amor, o limite é não ter limites.
É saber aceitar a diferença e aceitar-se, na diferença: vivenciar a diversidade na

Tanto quanto ser fiel, é importante ser leal. Lealdade e fidelidade caminham juntas e se fundem, quando se deseja realmente viver um grande amor.
Viver um grande amor significa, especialmente, mergulhar num eterno romance... é o objetivo máximo, o maior projeto de vida dos corações românticos. O verdadeiro amor tem sabor de romance... deseja o romance... busca o romance... se realiza no romance.
E se pelo romantismo vale o amor... pelo amor vale a vida!

 

Oriza Martins

 

6月7日

Quase

 
 
 
O amor nasce velho em qualquer coração;
é fruto tardio
de ancestralidades feridas,
de descompassos hereditários,
do choro antigo das várias gerações,
resultado inebriante
dessa magia de converter lágrimas
numa quase-cachaça.


Todo amor nasce marcado
de lutas recentes, mas findas;
soldado conhecedor de cada canto
do seu campo de batalha,
dos requintes militares,
dos artifícios bélicos
da marcial arte de amar;
discípulo virado em mestre,
professor da triste ciência
de tornar sangue
num quase-veneno.


Todo amor nasce maduro.
Superada a longa seca,
a intempérie,
eis que surge indene
com a esperança perene
de uma vida
que é quase-renúncia.


Todo amor nasce morto,
já vivido, já cantado,
já doído, já amado.


Todo amor nasce duro,
escudo
de ancião experimentado,
que esconde um quase-menino
indefeso.

se é todo, não o é.

Todo amor nasce pedra
perpétua, e perdura
na solidez de um silêncio
que é quase confissão.

 
 
Anderson Piva
6月5日

Deusa da minha noite

Deusa da minha noite

 

 

Deusa da noite

o que quer de mim,

eu não tenho culpa

de te amar assim.

 

Deusa, minha deusa

nem o teu passado,

eu quero saber

se fica do meu lado.

 

A tua estrela

a brilhar, brilhar

o meu pensamento

A te procurar.

 

Vejo nos teus olhos

a expressão do amor,

deusa eu te quero

seja como for.

 

O que quero

é minha deusa.

o que vejo

é minha deusa

eu quero amar.

 

O que sonho

éminha deusa

deixa que eu seja teu,

quando acordar.

 

 

Mariano P.Sousa

5月6日

Abstráto viveiro

Abstrato viveiro

 

 

Quando o sol se esconde

E a noite cai,

Sem trazer ninguém,

A saudade vem

E você se vai.

 

Quando a estrela brilha

E a noite esfria,

Lembra as frases doces,

Que o coração trouxe

E você dizia.

 

A coruja canta,

O cachorro espanta,

O desejo aumenta,

O peito lamenta

E meu medo levanta.

 

A canção é doce,

Fala de amor

O amor é início,

Ganho e desperdício

De prazer e dor.

 

A penumbra mostra

A cor do silêncio,

Difícil de ver,

Vive para ser

Um poder imenso.

 

Leva a mundos distantes,

Universos diversos,

Pra viver esse mundo,

Caminhando a fundo

Essa dor não meso.

 

Vem a madrugada

Junto à sua imagem,

Alucinação,

Enche o coração

De delírio e miragem.

 

Flores fictícias,

Jardim inexistente,

Nascem no canteiro,

Abstrato viveiro,

Do jardim da mente.

 

Mariano P. Sousa