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日志


4月2日

Você pode ter defeitos

 

Você pode ter defeitos

 

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que SUA vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar a força dentro de si, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe
viajar para dentro do seu próprio ser e se encontrar.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida, pelos sucessos alcançados no passado e continuar na batalha pelo futuro.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta.

É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar "eu errei".

É ter ousadia para dizer "me perdoe".

É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".

É ter capacidade de dizer "eu te amo".
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz.
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, oras..., recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.   (autor desconhecido) 

 

3月3日

Era o profundo cansaço da luta

Era o profundo cansaço da luta
 
Então a sede estranha e profunda me apareçeu. Eu precisava,precisava com urgência-de um ato de liberdade
:do ato que é por si só.Um ato que manifesta fora de mim o que eu secretamente era. E necessitava de um
ato pelo qual eu não precisava pagar. Não digo pagar com dinheiro mas sim, de um modo mais amplo, pagar
o alto preço que custa viver.
 
 Então minha própia sede guiou-me. Eram 2 horas da tarde de verão.Interrompi meu trabalho, mudei
mudei rapidamente de roupa, desci, tomei um taxi que passava e disse ao chofer: "Vamos ao jardim Botânico"
 "Que rua?", perguntou ele. " O senhor não está entendendo" , eplique-lhe;  " não quero ir ao bairro e sim,
.ao jardim do bairro. " Não sei por que olhou-me.
 
  Deixei abertas as vidraças do carro,que corria muito, e eu já começara minha liberdade deixando que o
que o vento fortíssimo me desalinhasse os cabelos e me batesse no rosto grato, de olhos entrefechados de
felicidade.
 
  Eu ia ao Jardim Botânico pra que? Só pra olhar. Só pra ver, Só pra sentir, Só pra viver.
 
  Saltei do taxi e atravessei os largos portões. A sombra logo me acolheu. Fiquei parada. La a vida verde
era larga. Eu não via ali nenhuma avareza: tudo se dava por inteiro ao vento, ao ar, à vida, tudo se erguia
em direção ao céu. E mais: dava também o seu mistério.
 
  O mistério me rodeava. Olhei arbustos frágeis recem-plantados. Olhei uma árvore de tronco nodoso e
escuro, tão largo que me seria impossível abraça-lo. Por dentro dessa madeira de rocha,através de
raízes pesadas e duras como garras-como é que corria a seiva, essa coisa quase intangível e que é vida?
  Havia seiva em tudo assim como ha sangue em nosso corpo.
 
  De propósito não vou escrever o que vi:cada pessoa tem que descobrir sozinha. Apenas lembrarei que havia
sombras oscilantes, secretas. De passagem falarei de leve na liberdade dos pássaros. E na minha liberdade
. Mas é só. O resto era o verde úmido subindo em mim pelas minhas raízes incógnitas. Eu andava, andava.
 As vezes parava. Ja me afastara muito do portão da entrada, não o via mais, pois entrara em tantas
alamedas. Eu sentia um medo bom_ como um estremecimento apenas perceptível de alma _ um medo bom 
 de estar perdida e nunca mais, porém nunca mais! Achar a porta de saída.
 
  Havia naquela alameda um chafariz de onde a água corria sem parar. Era uma cara de pedra e de sua
boca jorrava água. Bebi. Molhei-me toda.Sem me incomodar:Esse exagero estava de acordo com a abundância
do jardim.
 
 O chão estava às vezes coberto de aroeira, daquelas que caem em abundância nas calçadas de nossa infância
e que pisamos, não sei por que, com enorme prazer. Repeti então o esmagamento das bolinhas e de novo
senti o misterioso gosto bom.
 
  Estava com um cansaço benfazejo, era hora de voltar, o sol já estava mais fraco, voltarei num dia de muita
chuva_ o gotejante jardim submerso.
 
Clarice Lispector