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11月28日 Nova Coletânea traz a(s)OBRA(s) de (MARIANO P.SOUSA) às páginas 29 E 61 de sua 5ª Antologia LiteráriaUma
grande aventura literária se inicia agora em nosso país e, por que não
dizer, pelo mundo. Um grupo descolado de autores que acreditam no seu
potencial resolveu vir à tona e ocupar o espaço que lhe é devido. De
diversas regiões do país, incluindo países da Europa, Asia, África, América
Latina e América do Norte, escritores de contos, crônicas e poemas mostram a que vieram,
publicando em conjunto um livro que vai dar o que falar: Livre Pensar Literário
Já pensou por um momento em ser livre para falar e mostrar o que pensa
sobre a vida ao mundo, por meio da palavra impressa e eternizar esse
pensamento para que futuras gerações saibam a sua versão da história.
Pois bem, como o jovem escritor Kesso (Auricélio) de Fortaleza bem
explica em seu poema "Palavras" se soubéssemos a importância dela,
pensaríamos bem, muito bem antes de falar algo.
A antologia é um marco nas ações do Projeto Nova Coletânea e
produzirá sua 5ª edição, ultrapassando o número anterior de 118 autores
e 170 OBRAS publicadas, além de chegar a mais três continentes. Nesta antologia chegaremos através de nossas páginas a:
América do Sul - América Latina - América do Norte (novo) - Europa - Ásia (novo) - África (novo)
Em vários países:
Argentina - Brasil - Espanha - Japão - México - Moçambique
Alcançaremos novos Estados brasileiros:
Paraná - Paraíba - Ceará - Santa Catarina
Homenagearemos uma brilhante autora mineira:
CIRENE FERREIRA ALVES (Academia de Letras de Viçosa)
MARIANO P. SOUSA
REPRESENTANTE DO ESTADO DE SÃO PAULO
Minhas OBRAS na antologia são :( SABRINA TENTANDO SOBREVIVER) E (A CAMINHADA INTERROMPIDA)
Os autores selecionados para a antologia são:
01 Crepe da China – Cirene Ferreira Alves
02 Poderosos Palradores – Constança Chaves
03 Avesso – Rozimar Gomes
04 O Poder de Ouvir – Flávia Simplicio
05 Alma em Vitral - Maria Geilza
06 Pensamento à toa - Júlio de Castro Paixão
07 Tereza - Cirene Ferreira Alves
08 Cidade de Pedras - Íris Maikon
09 Verso Calado - Soninha Porto
10 A Lógica da Plataforma Eleitoral - Fernando Soares Campos
11 A Geografia da Língua Portuguesa - Neri França
12 Desde os Idos da Torre de Babel - J. Levy
13 A Lenda do Olho D'água - Júnior Fonseca
14 Tristeza & Borboleta - Marla Rebel
15 Abandonada - Suely Ribella Lima
16 Procuras - Soninha Porto
17 Minicontos à beira-mar - Wilson Gorj
18 Se Eu Fosse e Pudesse - Rozimar Gomes
19 Cuida-te de Ti - Íris Maikon
20 A Gaveta Assassina – Aristides Ferreira Filho
21 Misteriosa Arte - Ângelo José de Carvalho
22 Crucificado - Dora Dimolitsas
23 A Prostituta - Cilla Adriana Alves
24 Visitinhas de Dona Zefa - Maria Angélica
25 Palavras - Auricélio Silvestre dos Santos
26 Tau - Júnior Fonseca
27 Arte de Viver - Flávia Simplicio
28 Celebração - Suely Ribella Lima
29 Sabrina Tentando Sobreviver - Mariano P. Sousa
30 Purpurina - Carla Ivana
31 Mentiras - Suely Ribella Lima
32 Dor de Amor - Renata Ragagnin
33 Para um Mundo Melhor - Flávia Simplicio
34 Filha da Lua - Ivaneti Nogueira
35 Espelho de Riacho - Júnior Fonseca
36 O Baú das Canções Celestinas - Edir Resende
37 Um Dia na Roça - Ângela Togueiro
38 Velho Jornal de Amanhã - Herbert Sena Silva
39 Lembranças dos Solitários Sonhos Póstumos - Íris Maikon
40 Minicontos à beira-rio - Wilson Gorj
41 Saudades de Minha Casa - Íris Maikon
42 Razão - Flávia Simplicio
43 Menino Aquário - Juan Guinot
44 Tempo - Maria Geilza
45 O Catador - Roberto Siuves
46 O Boi, a Estrada e o Berrante Bravo - José Mauro
47 Quando Você se Foi - Íris Maikon
48 A Caminho do Martírio - Samuel C. Costa
49 A Natureza - Júlia de Freitas
50 Amor Sincero - Osvaldo Lima da Silva
51 Enquanto a Luz se Vai Acesa... - Iasmine Zaidan
52 Saudades do Pai Amado - José Mauro
53 Beco sem Saída - Adérito Mazive
54 O Menino do Futuro - Dhiego José Caetano
55 Seja como for - Flávia Simplicio
56 O Encontro - Heraldo Jannotti
57 A Química em Minha Vida – Josimar Santos
58 O Dono da Clepsidra - Juan Guinot
59 Contrato do Relacionamento Perfeito – Marla Rebel
60 Niñez Mancillada - (Zeltia Gaias) Sandra Rey Mosteiro
61 A Caminhada Interrompida - Mariano P. Sousa
62 Estella - Diana Rios
63 Mktlove - Juan Guinot
64 Eu, Navegante - Valdeck Almeida de Jesus
65 Senhora - Carlos Conrado
66 Introduction of Maya's Universe - Maya Murofushi
67 Eu Vi – Bruno Resende Ramos
68 Sustentabilidade - Bruno Resende Ramos 12月5日
Convenção dos feridos por amor
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Disposições gerais:
A - Em se considerando que está absolutamente correto o ditado “tudo vale no amor e na guerra”;
B – Em se considerando que na guerra temos a Convenção de Genebra, adotada em 22 de agosto de 1864, determinando como os feridos em campo de batalha devem ser tratados, ao passo que nenhuma convenção foi promulgada até hoje com relação aos feridos de amor, que são em muito maior número;
Fica decretado que:
Art. 1 – todos os amantes, de qualquer sexo, ficam alertados que o amor, além de ser uma benção, é algo também extremamente perigoso, imprevisível, capaz de acarretar danos sérios. Conseqüentemente, quem se propõe a amar, deve saber que está expondo seu corpo e sua alma a vários tipos de ferimentos, e não poderá culpar seu parceiro em nenhum momento, já que o risco é o mesmo para ambos.
Art. 2 – Uma vez sendo atingido por uma flecha perdida do arco de Cupido, deve em seguida solicitar ao arqueiro que atire a mesma flecha na direção contrária, de modo a não se submeter ao ferimento conhecido como “amor não correspondido”. Caso Cupido recuse tal gesto, a Convenção ora sendo promulgada exige do ferido que imediatamente retire a flecha do seu coração e a jogue no lixo. Para conseguir tal feito, deve evitar telefonemas, mensagens por internet, remessa de flores que terminam sendo devolvidas, ou todo ou qualquer meio de sedução, já que os mesmos podem dar resultados a curto prazo, mas sempre terminam dando errado com o passar do tempo. A Convenção decreta que o ferido deve imediatamente procurar a companhia de outras pessoas, tentando controlar o pensamento obsessivo “vale a pena lutar por esta pessoa”.!
Art. 3 – Caso o ferimento venha de terceiros, ou seja, o ser amado interessou-se por alguém que não estava no roteiro previamente estabelecido, fica expressamente proibida a vingança. Neste caso, é permitido o uso de lágrimas até que os olhos sequem, alguns socos na parede ou no travesseiro, conversas com amigos onde pode-se insultar o antigo(a) companheiro(a), alegar sua completa falta de gosto, mas sem difamar sua honra. A Convenção determina que seja também aplicada a regra do Art. 2: procurar a companhia de outras pessoas, preferivelmente em lugares diferentes dos freqüentados pela outra parte.
Art. 4 – Em ferimentos leves, aqui classificados como pequenas traições, paixões fulminantes que não duram muito, desinteresse sexual passageiro, deve-se aplicar com generosidade e rapidez o medicamento chamado Perdão. Uma vez este medicamento aplicado, não se deve voltar atrás uma só vez, e o tema precisa estar completamente esquecido, jamais sendo utilizado como argumento em uma briga ou em um momento de ódio.
Art. 5 – Em todos os ferimentos definitivos, também chamados “rupturas”, o único medicamento capaz de fazer efeito chama-se Tempo. Não adianta procurar consolo em cartomantes (que sempre dizem que o amor perdido irá voltar), livros românticos (cujo final é sempre feliz), novelas de TV ou coisas do gênero. Deve-se sofrer com intensidade, evitando-se por completo drogas, calmantes, orações para santos. Álcool só é tolerado em um máximo de dois copos de vinho por dia.
Determinação final: os feridos por amor, ao contrário dos feridos em conflitos armados, não são vítimas nem algozes. Escolheram algo que faz parte da vida, e assim devem encarar a agonia e o êxtase de sua escolha.
E os que jamais foram feridos por amor, não poderão nunca dizer: “vivi”.Porque não viveram.
Paulo Coelho | 9月13日
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O Bom Combate
O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre e Ágape não penetra nela. Ágape é o amor universal, aquele que é maior e mais importante do que “gostar” de alguém. Em seu famoso sermão sobre os sonhos, Martin Luther King lembra o fato de que Jesus nos pediu para amar nossos inimigos, e não para gostar deles. Este amor maior é o que nos dá impulso para continuar lutando apesar de tudo, manter a fé, a alegria, e combater o Bom Combate.
O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede. Nas épocas heróicas, quando apóstolos saíam pelo mundo pregando o evangelho, ou no tempo dos cavaleiros andantes, isto era mais fácil: havia muita terra por onde caminhar, e muita coisa para fazer. Hoje em dia, porém, o mundo mudou, e o Bom Combate foi transportado dos campos de batalha para dentro de nós mesmos.
O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos. Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor – na juventude – nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço, terminamos aprendendo a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate.
O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.
O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-dia e ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.
Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos “maduros”, deixamos de lado as “fantasias da infância”, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Ficamos surpresos quando alguém de nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate.
Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um período de tranqüilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate – a decepção e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo.
Portanto, para evitar isso, vamos encarar a vida com a reverência do mistério e a alegria da aventura.
Aprendendo com as coisas simples
No Bragavad-Gita, o guerreiro Arjuna pergunta ao Senhor Iluminado:
"Quem és?"
Ao invés de responder "sou isso", Khrisna começa a falar das pequenas e grandes coisas do mundo - e dizer que ele está ali. Arjuna passa a ver a face de Deus em tudo que o cerca.
Entretanto, embora criados a imagem e semelhança do Altíssimo, passamos a vida inteira tentando nos fechar num bloco de coerências, certezas, opiniões. Não entendemos que estamos nas flores, nas montanhas, nas coisas que vemos em nosso caminho diário até o trabalho. Raramente pensamos que viemos de um mistério - o nascimento - e caminhamos para outro mistério - a morte.
Se refletirmos sobre isso, se entendermos que a presença Divina e a sabedoria universal estão em tudo que nos cerca, teremos muito mais liberdade em nossas ações. A seguir, algumas histórias a respeito:
O filósofo e o barqueiro
A tradição sufi conta a história de um filósofo que cruzava um rio em um barco. Durante a travessia, procurava mostrar sua sabedoria ao barqueiro.
- Você não sabe a grande contribuição que Shopenhauer legou à humanidade?
- Não - respondeu o barqueiro. - Mas conheço Deus, o rio, e a sabedoria simples do meu povo.
- Pois saiba que perdeu metade de sua vida!
No meio do rio, o barco bateu numa pedra, e naufragou. O barqueiro nadava para uma das margens, quando viu o filósofo se afogando.
- Não sei nadar! - gritava desesperado. - Eu lhe disse que havia perdido metade de sua vida por não conhecer Shopenhauer, e agora perco a minha vida inteira por não saber algo tão simples!
Shopenhauer, enquanto isso...
O filósofo alemão Shopenhauer (1788-1860) caminhava por uma rua de Dresden, procurando respostas para questões que o angustiavam. De repente, viu um jardim, e resolveu ficar horas seguidas contemplando as flores.
Um dos vizinhos notou o comportamento estranho daquele homem, e foi procurar um policial. Minutos depois, um policial se aproximava.
- Quem é o senhor? - perguntou o policial, com voz dura.
Shopenhauer olhou de alto a baixo o homem a sua frente.
- É isso que estou querendo saber enquanto olho as flores. Se o senhor souber responder esta pergunta, eu lhe serei eternamente grato.
E enquanto caminha…
Enquanto passeava por um campo, um homem viu um espantalho.
- Deves estar cansado de permanecer aí, neste campo solitário, sem nada para fazer – comentou.
O espantalho respondeu:
- O prazer de afastar o perigo é muito grande, e eu jamais me canso de fazer isto.
- Sim, eu também tenho agido desta maneira, com bons resultados – concordou o homem.
- Mas só vivem espantando as coisas aqueles que estão cheios de palha por dentro – disse o espantalho.
O homem demorou uns anos para entender a resposta: o que tem carne e sangue em seu corpo precisa aceitar algumas coisas que não estava esperando. Mas quem não tem nada dentro, vive afastando tudo que se aproxima - e nem mesmo as bênçãos de Deus conseguem chegar perto.
Paulo Coelho
| | 6月21日 Almas Perfumadas
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.
Carlos Drummond de Andrade
6月13日
Como Viver um Grande Amor
Seria possível elaborar uma receita de como viver um grande amor? Um dia, o Poetinha Vinícius conseguiu fazê-la a seu modo - divino modo!... Mas está em cada um de nós o cerne de como verdadeiramente viver um grande amor. Para os românticos, viver um grande amor significa estabelecer uma cumplicidade mútua e irrestrita, baseada na confiança, na paixão, na troca, na esperança, na capacidade de doar-se incondicionalmente. Significa, além de olhar um nos olhos do outro, olhar juntos na mesma direção. Não estabelecer limites. Em matéria de amor, o limite é não ter limites. É saber aceitar a diferença e aceitar-se, na diferença: vivenciar a diversidade na
Tanto quanto ser fiel, é importante ser leal. Lealdade e fidelidade caminham juntas e se fundem, quando se deseja realmente viver um grande amor. Viver um grande amor significa, especialmente, mergulhar num eterno romance... é o objetivo máximo, o maior projeto de vida dos corações românticos. O verdadeiro amor tem sabor de romance... deseja o romance... busca o romance... se realiza no romance. E se pelo romantismo vale o amor... pelo amor vale a vida!
Oriza Martins
6月7日
O amor nasce velho em qualquer coração; é fruto tardio de ancestralidades feridas, de descompassos hereditários, do choro antigo das várias gerações, resultado inebriante dessa magia de converter lágrimas numa quase-cachaça.
Todo amor nasce marcado de lutas recentes, mas findas; soldado conhecedor de cada canto do seu campo de batalha, dos requintes militares, dos artifícios bélicos da marcial arte de amar; discípulo virado em mestre, professor da triste ciência de tornar sangue num quase-veneno.
Todo amor nasce maduro. Superada a longa seca, a intempérie, eis que surge indene com a esperança perene de uma vida que é quase-renúncia.
Todo amor nasce morto, já vivido, já cantado, já doído, já amado.
Todo amor nasce duro, escudo de ancião experimentado, que esconde um quase-menino indefeso.
se é todo, não o é.
Todo amor nasce pedra perpétua, e perdura na solidez de um silêncio que é quase confissão.
Anderson Piva
3月19日
A voz do coração
Estamos acostumados com a velha desculpa: embora saibamos que nosso coração conhece a melhor decisão a tomar, nunca seguimos o que ele diz - e, para compensar nossa covardia, nos convencemos de que ele estava enganado. Uma bela história de Gibran ilustra até onde nos podem levar as limitações.
O Olho disse: “vejam que bela montanha temos no horizonte!” O Ouvido tentou escuta-la, mas não conseguiu. A Mão falou: “estou tentando senti-la, mas não a encontro.” O Nariz disse: “não existe montanha, pois não sinto seu cheiro.” E todos chegaram a conclusão de que o Olho estava enganado.
Paulo Coelho
3月11日 A Terra segundo elemento
Pertencemos a este mundo,Senhor. E ele está povoado por nossos temores.
Escreveremos nossas culpas na areia,e o vento do deserto se encarregará
se encarregará de dissipa-la.Mantém nossa mão firme,e faz com que não
desistamos de lutar, mesmo nos sentindo indígnos da batalha.
Usa nossa vida,alimenta nossos sonhos. Se somos feito da terra, a terra
também é feita de nós. Tudoé uma coisa só.
Nos instrui e nos usa. Somos teus para sempre.
A lei foi rduzida a um mandamento: " Ama o próximo como a ti mesmo."
Se amarmos, o mundo se transforma. A luz do Amor dissipa as trevas da
culpa.
Nos mantem firmae no Amor. Faz com que aceitemos o Amorde Deus por
nós.
Nos mostra nosso amor por nós mesmo.
Nos obriga a procurar o amor do próximo. Mesmo com medo da rejeição,
dos olhares severos, da dureza do coração de alguns_ Faz com que jamais
desistamos de procurar o Amor.
Trecho do livro As ValKírias (Paulo Coelho)
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